28.9.08

Mas...

Olhe com atenção, a arte natural e verdadeira
A vida se apresentou pra mim de outra maneira
Caminho a beira do abismo diariamente
Intrépdo em silêncio sigo instintivamente...
Mas lépe e consiciente são os rumos que ela toma
Ser imune é impossivel mesmo vivendo em uma retoma
Nós somos próximos, depois deduzo os contos
Se meu saldo der negativo é porque eu errei as contas
Isso é arte...Mas eu não vivo dela
Faço parte do elo que vive por ela
As rupturas...Que aqui promovemos
São as respostas dos poetas viciados que temos
Do nosso lado quem vemos...?
Apenas nós mesmo ali...É o necessário para vivos nos martemos...

...

Desistencias frente as adversidades do percurso
Muitos se atrapalham com o foco do discurso
Concentração para não ser estatística
Sem alienação com a neo-lírica...
O complicado é que meu próprio povo não me entede
Ou é, devasado conteúdo que despende
Brutal, que corta o que não era pra ser vendido
Vejo a ignorância nos lugares que transito...
Ploriferação da mesmisse nos atrapalha
A nossa idependencia ja pulou a muralha
Mas...Segue dificil espalhar ideas boas
Que sejam eficazes ao chegar nas pessoas
A confusão surgiu do comprometimento
Que falta...Por isso eu vou as ruas sem acento
No mar de gente onde ecoa a aglomeração
Olhar pra frente,o poeta é o oposto a rebentação...

28.8.08

Na estrada...


Em movimento as coisas correm
Nas laterais sem muralhas
De uma ponta a outra da praia
Sou livre mesmo sendo pobre

Dependencia do quente asfalto
Quando o sinto co meu pé descalço
Estrada escura e céu gris
Meu sangue ferve por ti

Que a estrada me leve ao fim
E que do fim se faça um inicio
Sobre as quadras e quadras das estações
Escuto os uivos do além

Um labirinto em linha reta
Nunca me leva para aquilo que vejo
Aquelas montanhas almejo
Ao vento forte os meus beijos

A estrada me traz constelações
Leva lembranças que não tive nunca
As vezes cruel e sombria
Mas pra mim ela sempre sorria.


Na estrada...

22.8.08

Tempo.


Lufadas de tempo percorrem
Ponteiradas decisivas constantes
Latejam e ecoa na estrada
Que o tempo constrói...

O tempo nunca é em vão
Em vão é a perda de tempo
O ponteiro fére, e cura
E o tempo transpassa

Quanto tempo eu estou aqui ?
Meu relógio é os céus
O laranja pregado no azul
Me indica que é dia

E o prateado colado ao negro
Me indica que é noite
O tempo não espera nada
Mas tudo espera pelo tempo

O tempo faz a arvore crescer
O tempo também ha derruba
O "tic-tac" sempre gritando
A tormenta e a bonança

O tempo não é em vão
Ele sempre percorre
A estrada dessa solidão
O tempo mata mas não morre.



21.8.08

Em lírio rodeia o seu perfume
Navegando tranquilo até as narinas
Sem ti estou perdido em meio ao negrume
Falta costume em não ter suas caricias
Ah! Que saudade do seu aroma
Preencho o peito com esse cheiro doce
Sua miragem em meus olhos vem a tona
Quanto amor o seu cheiro me trouxe
Corro meu rosto pelos seus cabelos
Meus lábios secos tocam esse lírio
Atendi seu perfume e os seus apelos
Sua boca rosada me leva ao delírio
Seu néctar me deixa extasiado
Nos meus braços te levo pra voar
Ao bater das asas do apaixonado
Sigo seu cheiro pairando pelo ar
Subindo até a pedra mais alta
Não lhe tenho dentro da minha visão
Seu aroma esta fraco sinto sua falta
Seus cachos trançados na minha mão
É o que resta do amor que lhe senti
O baú em meu peito tu és a dona
Ainda hei de viver o que ja vivi
De lírio hei de encontrar o seu aroma.

16.6.08

A morte da esperança.


Inteligencia pra revender os diamantes
Fecho os meus olhos e tento enxergar através da neblina
O fato de desconhecer é minha sina
É algo que me facina...
Escolhemos o presente mas o futuro ninguem opina
Obra do caos, o sofrimento dominando nossas vidas
Nos atos comparados a nitroglicerina...
Seu irmão ta pouco se fodendo, ao seu pescoço que ta na guilhotina
Você não acredida, ele é um traira..
Mas se tivesse no lugar dele a mesma coisa você faria...


O verdadeiro sentimento...
Você quer conhecer, mas ele vale mais
Do que tudo que você tem nessa vida pra oferecer
Sabendo que ele não vai lhe proporcionar, nem um pequeno prazer
Só pra dizer, saber viver
Que ja viveu de tudo ?
Entra o amor e a guerra fiquei em cima do muro
Pulei pra guerra provando que sou burro
Hoje em meus panos estou de luto

Quem botou o amor na terra foi Deus
Será que o homem mereceu ?

Eles te quebram e acelero sua morte e o arrependimento dos seus
Em um repassa, passa em um estilo tipo eu
Vem dizer que não tenho coração ?
Amor é bom então porque ninguem me deu ?
E também ninguem me prometeu
Então eu pego o seu

O que é meu, é meu
O que é teu é meu

Trazendo a luz pro breu.


...Verdades..."

24.5.08

Eu mudo...


Eu mudo o tempo e o lugar se eu quiser eu torno
E mudo por exemplo até quando alguem vem me perguntar
Se eu preciso de um garfo ou de uma colher para saborear o final
De cada tentativa de mudança frustada como se não basta-se toda herança que te cai aos pés
E todo revés que lhe aborda também te acorda
Enquanto a corda ainda está no seu pescoço
Até que nada mais lhe faça sentido...
Eu gostaria de fazer-te meu ultimo pedido
Não que eu estege totalmente perdido a ponto
De passar do ponto e permanecer em ponto
Perante o teu grito que um dia talvez eu possa ter confundido
Mas apenas por querer estar contigo
Quando toda essa tempestade acabar e ter força para me tornar dinovo meu melhor amigo
Até que o perigo de estar sozinho no limiar dessa mutação seja estinguido
E é preciso muita força irmão...
É preciso muita força...

16.5.08

Labiritos mentais.



Vaga pelos comodos da minha cabeça
Quando vaga pela casa sem comodos
Teoria avessa...
Conversa coração do contrário a casa não teria chão
Pasmo venho e observo
Relevo o que não vale, a força é sã
Cega a noite, eu fui seu servo nesse clã
Compreendendo os meus tropeços de outrora
O céu é frio, mas aqui dentro a mim devora em forma de luz
Através do andamento tenho a garganta seca
Fumaça te revela o que eu penso...
Ou o que pensa ao meu respeito
Meu peito é como um voto aberto...
Olho por olho, dente por dente
Representando o inicio que pra muitos é o final
De uma espera de uma fulga do padrão
De um verso em aclimação, as minhas retas sem refrão
Revela que pra mim é como letra as vezes pra escrever,
Os que me comovem até os cofins do meu eu
O que sou pra você se antes nunca me conheceu ?
Os ruidos baixos que estalam as luzes vermelhas
Vice-versa da cenzala que assalta suas orelhas...


Aqui dentro tudo é diferente...